Vista aérea de uma aquicultura do tipo carcinicultura (criação de camarões), em Bohol, Filipinas

Segundo a Food and Agriculture Organization, órgão das Nações Unidas, metade das 160 milhões de toneladas de alimentos marinhos que comemos vem da aquicultura – setor de produção animal voltado para os organismos aquáticos no geral, como peixes, moluscos, crustáceos, algas e até anfíbios. Esse setor, diga-se de passagem, é o que mais cresce dentro da produção animal.

Dentro da aquicultura, temos a piscicultura: a criação de peixes de água-doce, salobra ou salgada. Isto é, é a modalidade de criação que monitora e controla os peixes, desde seu nascimento até estarem prontos para o consumo.

No Brasil, por exemplo, segundo a Associação Brasileira de Piscicultura, só em 2021 foram produzidas um pouco mais de 840 mil toneladas de peixes, sendo então uma atividade com bastante potencial lucrativo.

Montar esse sistema

Criação de tilápia no rio Mahakam, IndonésiaA diversidade de lugares em que é possível montar uma piscicultura é grande. Ela pode ser realizada no próprio mar e em lagos naturais com tanques-redes, em lagos artificiais, viveiros, tanques comuns, barragens… enfim, as opções são várias.

Independentemente da sua escolha, vários cuidados precisam ser tomados. Por exemplo, os peixes precisam ser separados por idade, já que, após os 6 primeiros meses de vida, eles passam a receber mais alimento do que antes. Além disso, casais também devem ser separados, assim como as ovas (até um mês de vida).

Mesmo com todos os cuidados, parte importante para o sucesso é acertar na escolha de peixe. Algumas coisas precisam ser consideradas, como as preferências do consumidor, o clima local, o tamanho do tanque, o índice de crescimento e a resistência da espécie, entre outros fatores. Algumas espécies que costumam ter sucesso nas pisciculturas são, por exemplo, as tilápias, carpas, bagres, pacus, dourados e lambaris.

Tilápia, um peixe comum em pisciculturasNo Brasil, a grande protagonista é a tilápia. Este peixe representa mais de 60% da produção de pisciculturas, são mais de 500 mil toneladas produzidas por ano. A tilápia é um peixe que agrada o consumidor e que tem um ótimo custo-benefício: alto índice de crescimento, é resistente, não exige tanta manutenção quanto outras espécies etc.

Os bagres, por exemplo, são resistentes e sobrevivem bem mesmo em tanques com índices de oxigênio mais baixos. Porém, garantir que a água esteja bem oxigenada é o ideal e é essencial para vários animais. Como garantir essa oxigenação?

 

Bomba para piscicultura

Assim como em aquários, as bombas também são muito importantes nos sistemas de piscicultura. Elas promovem a movimentação da água, oxigenando-a, e também auxiliam no envio da água para os filtros, parte importante de sua limpeza. Além de ser ideal para a saúde dos animais, torna possível que a água seja reutilizada por mais tempo, reduzindo seu consumo.

A motobomba utilizada deve ser resistente à ação da água, assim como à corrosão e à oxidação. Uma sugestão que tenho é a Motobomba Aquafortis 20000 da Sarlo Pond, uma bomba eficiente, que trabalha de forma ininterrupta, sem ruídos e oscilações. Possui isolamento à prova d’água, vazão de 19000 L/h e coluna d’água de 5,6m!

Lembrem-se sempre que, quanto maior o reservatório d’água, maior deve ser a vazão da bomba. No caso da motobomba mencionada acima, uma vazão de quase 20000 L/h seria demais para aquários por exemplo, mas ideal para reservatórios de água maiores, como é de se esperar que seja em uma piscicultura.

Então é isso, investir em uma piscicultura pode ser um ótimo negócio, principalmente em um país como o Brasil (com um grande litoral e alto consumo de peixe), mas exige cuidados para que funcione de forma adequada, não é só deixar um monte de peixe em um tanque se reproduzindo!

Desejo a todos que querem montar uma piscicultura boa sorte! E, claro, não deixem de acompanhar o Blog Sarlo e o Sarlocast para mais conteúdos como esse!

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